Novo mínimo exige - 8,5 h de trabalho para comprar cesta

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(MS, 08/02/2010, às 11:03:55)

A cesta básica ficou mais cara em janeiro no levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em dez das 17 capitais pesquisadas. Uma "variação moderada", segundo o DIEESE, mas que não interferiu num dado positivo para o trabalhador: o salário mínimo de R$ 510 (reajuste de 9,68%), que vigora desde 1º de janeiro, reduziu em 8,5 horas a jornada de trabalho necessária para a aquisição dos gêneros alimentícios essenciais. A comparação é com dezembro.

No último mês de 2009 , um trabalhador que recebe um salário mínimo levou 95 horas e 20 minutos  na média da 17 capitais. Em janeiro, ele precisou de 86 horas e 48 minutos. Um ano atrás, a cesta básica lhe custou 114 horas e 26 minutos. Outra análise do DIEESE leva a constatação que o novo salário mínimo está menos comprometido com a compra de alimentos neste início de ano. Descontada a Previdência Social, foram necessários 42,88% do rendimento líquido para adquirir a cesta; em dezembro, 47,10%; em janeiro de 2009, 56,54%.

Mínimo ideal - O DIEESE estima que o salário mínimo em janeiro deveria ser 3,90 vezes superior ao valor de R$ 510, ou seja, R$ 1.987,26. Com esse salário daria para suprir com tranquilidade as despesas do trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como determina a Constituição Federal. Em janeiro de 2009, o salário mínimo ideal era de R$ 2.077,15,  ou 4,62 vezes maior do que valor da época, de R$ 415.

Inflação - Quanto à inflação verificada no levantamento, as maiores elevações ocorreram em Goiânia (4,6!%), Salvador (1,43%) e Florianopólis (1,10%). As principais quedas foram em Belo Horizonte (-3,87%), Brasília (-3,49%) e São Paulo (-1,39%). A cesta básica ficou mais cara em dez das 17 capitais pesquisadas na comparação entre janeiro e dezembro, mas quando comparado janeiro de 2010 com janeiro de 2009, o custo caiu nas 17 capitais.

O DIEESE faz o levantamento mensal do custo da cesta básica em Goiânia, Salvador, Florianopólis, João Pessoa, Recife, Natal, Manaus, Rio de Janeiro, Belém, Curitiba, Aracaju, Porto Alegre, Fortaleza, Vitória, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

 
 

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